Ismaelino Valente Luiz Ismaelino Valente nasceu em Alenquer em 21 de março de 1948, filho de José Rafael Valente e de dona Isolina Lopes Valente.

 

Concluiu seus estudos primários no Grupo Escolar Fulgêncio Simões em sua terra natal (1960), os secundários no Colégio Dom Amando de Santarém (1964), o colegial no Colégio Paes de Carvalho de Belém (1967) e o superior na Faculdade de Direito do Largo da Trindade (1972), em Belém, tendo sido aprovado em 1º lugar no vestibular de Direito da UFPA em 1968.

Foi o primeiro advogado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alenquer (1973) e coordenou a Assessoria Jurídica da Secretaria de Estado de Administração no governo Aloysio Chaves antes de ingressar no Ministério Público em 1977, depois de aprovado em segundo lugar em concurso público.

Atuou como Promotor de Justiça em Oriximiná (1977) e em Santarém (1977-1987). Promovido para a Promotoria de Justiça de Menores de Belém em 1987, foi, em seguida, o primeiro Promotor de Justiça do Meio Ambiente no Pará (1988-1993), o primeiro Coordenador das Promotorias de Justiça de Belém (1989-1992) e, várias vezes, o Coordenador da Procuradoria de Justiça de Câmaras Cíveis Reunidas, que integrou desde 1993 como Procurador de Justiça atuante no Tribunal de Justiça do Estado até se aposentar em junho de 2006.

Presidiu a Associação do Ministério Público do Estado do Pará (1990-1992), foi membro do Conselho Estadual do Meio Ambiente (1993-1996), integrou o Conselho Superior do Ministério Público por três mandatos, foi Sub-Procurador-Geral de Justiça (1993-1995 e em 2005) e Corregedor-Geral do Ministério Público (2003-2004).

No magistério, foi professor da Fundação Educacional do Estado do Pará (FEP) no Colégio Santo Antônio, em Alenquer, e docente de Direito Eleitoral da Escola Superior da Magistratura (ESM) e da Escola Superior do Ministério Público (ESMP).

Teve publicadas as seguintes obras: A Comarca de Alenquer – Apuntos Históricos (Gráfica Tiagão, Santarém, 1983); Aspectos Processuais do Direito do Menor (Cejup, Belém, 1988); Crimes na Propaganda Eleitoral (Cejup, Belém, 1992); Defesa do Meio Ambiente e Justiça Ambiental no Pará (edição do autor, 1994, esgotada); Cartilha Eleitoral (Cejup, Belém, quatro edições, de 1992 a 1996); Das Condutas Vedadas aos Agentes Públicos em Campanhas Eleitorais (Serviço Gráfico do MP, Belém, duas edições, de 1998 e 2000) e o Vade-mécum de Atos Normativos do Ministério Público do Pará (Serviço Gráfico do MP, Belém, 2004).

Além disso, publicou em revistas jurídicas, de âmbito estadual, nacional e internacional, diversos trabalhos, tais como: A Legitimação Ativa na Ação Civil Pública (Revista do TJ-PA, 1988); Devastação da Amazônia: O Estado Brasileiro no Banco dos Réus (Revista do TJ-PA, 1989); Atuação do Ministério Público em Defesa do Meio Ambiente na Amazônia (coletânea da Editora Peterlang, de Frankfurt-Alemanha, 1993); Defesa do Meio Ambiente e Justiça Ambiental no Pará (Revista de Direito Ambiental, São Paulo, 1994); O Arquivamento da  “informatio delicti” e o Autocontrole Institucional (Revista do TJ-PA, 1995); Da Imunidade Parlamentar Material (Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados, São Paulo, 1997); Direito Eleitoral (Revista do TJ-PA, 1998, e Revista do Curso de Direito da Universidade Luterana, Santarém, 1998), e A Crise do Modelo Institucional do Ministério Público (Revista do Ministério Público do Estado do Pará, da qual é membro do Conselho Editorial, 2006).

Tem, inéditos, as seguintes obras de sua autoria: Curso de Direito Eleitoral (obra jurídica); À Sombra da Sapucaia (que teve uma limitada edição familiar, em 1996, por iniciativa da esposa e filhos); Velas de Tempo (coletânea de artigos sobre temas diversos publicados de 1972 a 2002 como colaborador nos jornais “A Província do Pará”, “O Liberal”, “O Estado do Pará”, “Diário do Pará” e “Jornal de Santarém”); Alenquer – Um Sorriso de Deus Feito Cidade (escorço histórico do município de Alenquer) e Ócios do Ofício (coletânea de pareceres jurídicos), além de contos, crônicas e poemas esparsos. É o apresentador e o autor das notas de rodapé deste Memorial Poético de Alenquer.

Recebeu as seguintes condecorações: Cidadão de Santarém (outorgado pela Câmara Municipal de Santarém, 1985);  Medalha do Mérito Tiradentes da Polícia Militar (outorgada pelo Governador do Estado do Pará, 2004); Medalha do Mérito Policial Civil (outorgada pelo Conselho Superior da Polícia Civil do Estado do Pará, 2004); Comenda de Honra ao Mérito da Associação do Ministério Público do Estado do Pará (2004); Medalha da Ordem do Mérito Coronel Fontoura da Polícia Militar (outorgada pelo Governador do Estado do Pará, 2004); Medalha do Mérito Eleitoral na Classe de Jurista (outorgada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará, 2005); Colar do Mérito Institucional do Ministério Público do Estado do Pará (outorgado pelo Colégio de Procuradores de Justiça, 2006); Ordem do Mérito Judiciário no Grau de Comendador (outorgada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, 2006); Brasão D´Armas de Belém (outorgado pela Câmara Municipal de Belém, 2006) e Medalha Promotor de Justiça Fabrício Ramos Couto (outorgada pela Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Pará, por sua excepcional contribuição ao bom êxito da gestão administrativa e do desempenho das atividades institucionais do Ministério Público, 2007).

Sobre o opúsculo A Comarca de Alenquer – Apuntos Históricos, escreveu o jurista Zeno Veloso:

“... é um oportuno e excelente trabalho que fornece notáveis subsídios para a história de Alenquer, e o seu autor foi um dos mais brilhantes alunos da então denominada Faculdade de Direito do Pará, projetando-se como um dos mais lúcidos e capazes da nova geração de juristas de nossa terra.”

Sobre a obra Cartilha Eleitoral o desembargador Paulo Frota (já falecido) assim escreveu no prefácio da 1ª edição:

“O Procurador de Justiça Luiz Ismaelino Valente é um jurista atualizado, com opiniões e conceitos estéticos, intuitivos, criadores. Seus atos e pareceres são, jurídica e esteticamente, sólidos e lógicos. Em momento algum ele é rotineiro ou passivo diante das situações que se apresentam ao seu exame. Ele nunca abandona a análise crítica da legislação e das posições doutrinárias e jurisprudenciais”.

Ao receber o Colar do Mérito Institucional do Ministério Público, Luiz Ismaelino Valente foi saudado pelo decano do Colégio de Procuradores de Justiça, o professor da Universidade Federal do Pará Pedro Pereira da Silva, com as seguintes palavras:

 

“Todos aqueles que conhecem sua atuação no Parquet se surpreendem com a dedicação de Luiz Ismaelino Valente às causas institucionais e com a desenvoltura intelectual com que exerce as inúmeras tarefas que lhe são cometidas.

A sua vida pública marcada pela observância irrestrita aos postulados da moral, da ética, se notabiliza pela probidade e pela decência, servindo de paradigma para os que integram a Augusta Casa dos Paladinos da Lei.

O curriculum vitae do homenageado revela que os incontáveis afazeres na instituição não o afastaram da produção acadêmica e do sacerdócio magisterial e sinaliza rara vocação literária, que o credencia à admiração de todos aqueles que prestam culto às letras.

Na vida privada sobressai pela sobriedade e pela moderação comportamental, que o fazem merecedor da estima e da consideração de quem com ele convive.

No âmbito familiar, a postura de marido e pai solidifica a instituição conjugal e estimula o respeito e a responsabilidade no trato de tão relevante forma social de convivência.

Cultor da Ciência do Direito, nunca descurou do preparo intelectual e do aperfeiçoamento permanente nessa área nobre do saber, acompanhando com preocupação o evolver do direito como fenômeno cultural, como forma de melhor servir à sociedade, destinatária maior da missão do Ministério Público, como instituição vocacionada à defesa de seus direitos e garantias.

O Ministério de hoje e o de amanhã haverão de render-lhe eterno agradecimento.”

  Luiz Ismaelino Valente casou-se em 1973 com Neuma Carolina Nunes Valente, de tradicional família alenquerense, e desse consórcio nasceram os filhos Tárik Olívar (médico), Érik Luiz (advogado) e Lorena Ivanna (advogada).

 

 

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